segunda-feira, 18 de abril de 2011

Amor Platônico...

Qual a tua necessidade em revirar o passado? Por que depois de anos você aparece e age como se eu fosse cair em suas graças? Por que me faz lembrar de algo que tento esquecer? Algo que não existiu, que foi simples fruto da minha imaginação, mas que me fez suspirar... FEZ, no passado, não faz mais! Por que achava que eu iria te querer? Achou mesmo que o meu coração dispararia quando aparecesse novamente? Por que aquela pergunta só veio depois de tanto tempo?!

Não é porque o teu sorriso continua o mesmo, que as coisas não mudaram. Não é porque o teu jeito ainda é o mesmo, que as coisas serão como já foram. Não é porque continua aquele cara interessante... simpático... educado e misterioso, que tudo será como antes, viu!? E, por favor, não me venha com o seu "Olá, tudo bem?" de garoto tímido-conquistador...que já não me amolece mais... Não, não e não, as coisas não serão iguais!

Você pertencia a outra e isso me afastou. Esse negócio de ser a segunda não é pra mim! Te amei e para não sofrer nem a sua amizade desejei... Me afastei... Por mais que achasse que eu nunca te notei sempre te vi, logo ali na outra porta... às vezes de longe... através de uma janela...um vidro... eu sempre estive ali. E agora como num 'sonho' você reaparece... só agora?? Saiba que não perturbará as minhas noites novamente. Não pensarei em você e não irá pra cama comigo como das outras vezes... em pensamento e em diálogos inexistentes. Chega de pensar incessantemente em você... em nós... em como seria SE desse certo, SE ficássemos juntos... SE fôssemos mais que amigos... mas nunca houve um nós... nunca houve um SE.

Sim, as coisas poderiam ter sido diferente, mas não foram... Ok, tudo bem! No fundo não posso negar que não me faz suspirar mais... que não me deixa fora de órbita... que já não me tira do sério... A diferença é que agora eu tenho o domínio, ainda que não pareça, mas sei sobre o que devo gostar, pensar, falar... sonhar...

Não pense que ainda sinto algo... acho que são apenas resquícios, queira eu, de um amor inventado, mas que eu insisti em guardar... em me iludir. Foi segredo, até pra mim. Desejo que seja amado, como um dia te amei... Que seja querido, como um dia eu te quis. Desejo que seja feliz... mesmo longe... mesmo distante...

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