segunda-feira, 9 de maio de 2011

A Cidade do Sol

Atualmente venho tentando manter um ritmo de leitura mais intenso. Confesso que a preguicinha ‘bate’ forte de vez em quando e junto com a correria do dia a dia, dou uma relaxada. Mas se o livro tem uma história interessante e que me faz ‘viver’ o personagem, com certeza fico até triste quando a história acaba. E foi o que aconteceu com a obra da vez!

Duas vidas que se cruzam ao “acaso”. O livro "A Cidade do Sol", de Khaled Hosseini, aborda uma história que acolhe traços de compreensão, amor incondicional, ódio, cumplicidade, tristeza, carinho e dor. Sentimentos fáceis de serem encontrados em todo e qualquer ser humano.

Até onde podem ir à compaixão do homem? Até onde um amor suporta toda a amargura e angústia de uma pessoa frustrada? Até onde o ser humano consegue ser ‘humano’?

Khaled fala de duas vidas que se encontram em um duro período no Afeganistão. Mais uma vez, a guerra predomina nesta terra e o que paira no ar é a discórdia e o sofrimento. Apenas um dita as regras. Apenas um ganha o jogo. E com isso, todo o restante de uma população fiel e “abastada” sofre as consequências. 

Mariam e Laila, duas mulheres muito diferentes, mas que possuem seus destinos entrelaçados pela força desumana do marido. Um país onde a poligamia tem o seu espaço. 

A história é uma exposição rica e intrigante da violência e a união de duas personagens inesquecíveis que buscam a esperança de uma vida melhor. A submissão das mulheres, outro ponto relevante do livro, nos mostra a crueldade vivida pelas afegãs. (Para nós repugnante, para elas tradição).

Arriscar a vida pelo outro, defender e morrer pelo seu amigo. O livro cultiva os valores da lealdade, da generosidade e da integridade de cada personagem. Retrata o amor de infância que atravessa longas estradas, supera os anos e vence o despeito da oposição.

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