sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pode não parecer...

Mas às vezes eu perco os ‘sentidos’... Posso ser meio moleca... imatura... 'ruinzinha'... travessa... insensível, mas só oculto os sentimentos. Às vezes fico triste sem motivo, dou risada quando deveria chorar. Choro sem motivo. Caio em gargalhadas nos momentos de fúria. Não demonstro quando estou chateada, com raiva ou amando... Normalmente não externo os sentimentos, só faço isso com as indignações. Minha opinião sobre determinados assuntos são expressadas nitidamente, não escondo quando gosto ou não de alguma coisa. É sempre do mesmo jeito: os olhos se arregalam, o nariz e a boca se contorcem e sempre escapa "Ahh, é isso?!"

Procuro sorrir em qualquer circunstância, acho que é por isso que sofro... Raramente me permito chorar na frente dos outros... Quem me conhece, de verdade, sabe quando há algo errado... algo novo... quando não caibo em mim de alegria ou quando só quero ficar sozinha... Criei em minha volta uma muralha. Ao redor dela milhares de exclamações e perguntas que me fazem repensar o que construí: “Que bom que você não tem problema!” “Por quê é assim?” “Como faz pra estar sempre bem?” “Como consegue rir de tudo?” Bem, já dizia Victor Hugo: "O riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano." Vejo-me então numa grave crise...

Sou ciumenta, mas é segredo! Sofro quando as pessoas que amo se vão... parecem até estações do ano em minha vida! Dói demais vê-las distante... nunca as deixo perceberem a lacuna que produziram/ produzem em mim... nunca deixo de pensar nelas. Sofro quieta no meu canto, com um único consolo: o travesseiro que abriga minhas lágrimas. Sozinha no quarto eu e Deus, o questionando constantemente do por quê? E ele lá do céu com uma paciência infinita a colocar na minha leviana cabeça o motivo... Entendo, mas no momento resisto para não compreendê-lo...

Também fico brava e me irrito com certa facilidade para as coisas simples. Seguro quando a barra é maior... mas às vezes tudo escapa... eu sou humana né!? Posso falar que não amo, mas morro um pouquinho a cada dia pela falta de alguma ‘coisa’. Sou sensível quando o assunto são as pessoas a minha volta. Brigo por elas... ‘sinto’ suas as dores... choro junto, mas não me permito saberem o que se passa no meu mundinho. Maltrato-me sem saber que assim o faço... e mais uma vez, novamente sozinha, no abrigo do meu quarto pergunto a Deus o por quê? E mais uma vez Ele se faz presente tentando me mostrar o que está dentro de mim: um orgulho ferido, receios e ressentimentos de não ser entendida... 'pode não parecer', mas preciso de mudanças, né?!

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