Independente de gênero, posição social, cor e credo. Insensato, passional, inútil, egoísta e irracional são algumas das características de um dos sentimentos mais condenável nos homens e, mais enfático e presente, no comportamento feminino. Quem nunca viveu uma crise de ciúme? Ou quem nunca foi importunado com o ciúme do outro? O ciumento duvida sempre, mesmo que não haja indícios. Vasculha bolsos, bolsas, notebook e celulares... e jamais assume que tem essas atitudes vergonhosas. As acusações têm início com leve indiretas e passa em questões de segundos para perguntas dignas de interrogatório policial. O criminoso (a vítima do ciumento) não tem defesa e tudo o que ele diz sempre é usado contra si. A pena é dura e sem direito a julgamento já que as testemunhas de defesa e as provas contidas nos autos são descartadas.
Como a erva daninha, o ciúme não tem nenhuma utilidade, a não ser minar os relacionamentos. O solo da imaginação do ciumento é extremamente fértil. Ele não vive apenas de fatos, mas revive o passado e alguns fantasmas, que deveriam ficar no seu lugar: morto e enterrado, mas que se mantêm bem vivos, tão vivos que fomentam as temidas e sem sentido crises de ciúme.
Alguns preferem abrir mão da sua liberdade para controlar a liberdade do outro. O ciumento quer possuir o ser amado (a). Ele precisa do outro 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês, 365 dias no ano. A relação pautada por ciúme fica pior do que o cumprimento das horas obrigatórias da jornada de trabalho porque não há pausa para o almoço e muito menos domingos remunerados. A necessidade de estar ao lado o tempo todo sufoca e mesmo assim não impede que o ser amado faça algo que desagrade.
Certa vez, um amigo do meu ex-namorado, que por sinal eu não gostava, disse uma coisa muito sensata: “Cara, para de querer controlá-la. Mulher quando quer ninguém segura. Você tranca sua namorada em casa e quando ela vai descer o lixo, dá pro porteiro”. Esse ‘ensinamento’ serve para as mulheres também. Garotas, não queiram fazer ‘marcação cerrada’ como nos jogos de futebol, pois o homem quando quer arruma um jeito e piriguetes nesse mundo é o que não faltam!
O importante é querer ter a companhia do outro pelo amor recíproco, e não pela posse. O amor é um sentimento livre... Não há razão nenhuma para cobranças e exigências de provas de amor!
De que adianta brigar por coisas que acontecem apenas no campo da imaginação ou do ‘achismo’? As cobranças e as ceninhas de possessividade não irão mudar em nada o comportamento do amado. O ciúme nada mais é que a materialização da falta de inteligência!
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