Sentia-me perdida. A nostalgia tinha espaço majoritário em mim. Saí. Tive medo de olhar pra trás... Esqueci de deixar a luz acesa caso precisasse voltar... Não gosto da escuridão. Procuro a luz. Sai sem nada... Só com um nó na garganta e um aperto no peito. Pensei em voltar, mas me contive. Já era tarde. Andei, andei, andei... me perdi. Não queria mais solidão. Encontrei outras pessoas de diferentes classes e estilos. Escutei suas angústias, me afundei nas minhas e vi que não estava ‘sozinha’. As estações do ano passaram rápido. O verão chegou e me empolgou... a primavera floreou o caminho... mas como diria a canção do Titãs: “... a hora chegou e ninguém me avisou... o tempo passa tão depressa, logo acaba, mal começa eu tenho pressa... não vou olhar pra trás...”. Novamente o outono se aproximou me lembrando que a frieza do inverno estava pra chegar...
Me mudei novamente. Na verdade fugi mais uma vez... Fugi dos meus erros e acertos, das minhas responsabilidades... tentei arrancar receios e ressentimentos do coração como se pudesse esquecer certos momentos... corri... corri tanto! Achei que estava longe, mas percebi que não havia saído do lugar. Mais uma vez frustrada! Encontrei-me logo ali... no meio do nada... sozinha... no escuro... só eu, meu egoísmo e as lágrimas... Ansiava muito alguma coisa, mas não sabia o que era nem onde poderia encontrar. Descobri nessa 'fuga' que posso mudar/FUGIR/correr quantas vezes for preciso... posso mudar de bairro, cidade, estado e país... posso fugir da família, dos amigos, do emprego, dos estudos... isso é fácil. Só não posso fugir de uma coisa: eu mesma...
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