sexta-feira, 20 de maio de 2011

Acho que estou carente

Mais uma noite... reflito sobre o dia, sobre as imagens e pessoas que vi. Corro os olhos pelo quarto, olho para o teto e penso: acho que estou carente. Detesto admitir ‘fraqueza’, mas cheguei à conclusão que preciso gostar de alguém. Gostar no sentido amar. Amar não como o amor de mãe, de amigos, de irmão... Amar de verdade, um homem de verdade. Aquele cara amigo, companheiro, parceiro mesmo, sabe!? Não pensando no sentido ‘safadinho’ da palavra, aquele amar de ‘quero colo’... de saber que tem alguém ali pra você ligar do nada... alguém pra sentir ciúme de vez em quando... pra te chamar de ‘fresca, mimada’... pra ser a tampa da sua panela... pra chamar de ‘Mor’.

Às vezes acho que é apenas uma fase. Também não sei se quero me ‘prender’ agora... Deve ser esse tempinho frio que me deixa assim... carente... sozinha... desejando um cobertor de orelha... dormir de conchinha... alguém pra esquentar o meu pé gelado... Mas é estranho, veja bem... olho os casais apaixonados nas ruas, em pontos de ônibus, no portão das escolas, jantando no shopping, estão ali... juntinhos... num mundo cor-de-rosa...  um sorrindo pro outro... sem problemas... trocando beijos... carícias... dividindo o mesmo canudo, o mesmo papel e penso: “Ahh, que bunitinhos, quero um assim!”, mas na sequência, meu outro lado diz: “eca que melação! Será que tudo isso é amor?”.

Acho que sou simplesmente complicada. Veja bem... quando eu escuto a frase: “Eu te amo!” vinda de um casal que está namorando há pouco tempo eu me pergunto: “Será que as pessoas amam demais ou eu que amo de menos?”. Porque é estranho, pensa comigo: Como amar alguém que você ‘acaba’ de conhecer? Não dá, né?! Amor não se constrói? Não é estruturado com o tempo? O tempo das pessoas é muito pouco ou o meu que é muito muito? O amor é complicado ou eu que complico tudo? Quando me perguntam: “Por que você não namora?” na maioria das vezes a resposta é: “Ahh sei lá... não quero me prender agora!”. Mas depois eu reflito na verdadeira resposta que eu gostaria de dar: “Porque quem eu amo não me ama!” Quer dizer então que eu amo alguém que não me ama? Então eu não tenho um amor, tenho uma paixão platônica!?

Humpf... na verdade não sei bem o que desejo... sei lá... é uma sensação estranha, sabe?! Não quero ficar sozinha... ou quero? Não, isso ninguém quer! Vem cá, estar sozinha querendo estar com alguém pode ser considerado carência mesmo? Humm... acho que não... só sei que até que se prove o contrário ninguém vive sem a tampa da sua panela! Mas... ‘pera-lá’... se ninguém vive sem a tampa da sua panela ou eu sou uma frigideira, leiteira, sei lá... ou eu apenas ‘sobrevivo’ nesse mundo!? Afff...droga de sono que não vem!

3 comentários:

  1. adorei seu blog
    vou vim visitar sempre!!!
    beijosss e ate a proxima!!!
    e eu estou carente!!!rsrsrssr

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  2. Olá Karol! Que bom que gostou!
    Seja bem vinda!

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  3. Amei seu blog. Vou visitar mais vezes, ah tbm estou carente rsrs

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